Cold case love.
“Que te dizer?
Que te amo, que te esperarei um dia na rodoviária, num aeroporto, que te acredito, que consegues mexer dentro-dentro de mim? É tão pouco. Não te preocupa. O que acontece é sempre natural - se a gente tiver que se encontrar, aqui ou na China, a gente se encontra. Penso em você principalmente como minha possibilidade de paz - a única que pintou até agora, “nesta minha vida de retinas fatigadas”. E te espero. E te curto todos os dias. E te gosto. Muito.”


CAIO FERNANDO ABREU
meus textos ♪ twitter

"O que eu não faria pra te ter por perto? Por que você não dá um jeito e descobre meu numero e me liga agora? Deixa eu falar com você a noite toda, e me diga que você estará de volta nas férias. Deixa eu te ver um pouco, eu sinto falta do seu sorriso, dos seus olhos. Vamos pra aquele encontro que não deu certo há dois anos atrás, que ele seja realizado hoje. A bendita cerveja que você queria beber, e o sushi que você falou a semana inteira, você lembra? Eu sim, lembro muito bem, e se não fosse a chuva, nós dormiríamos na rua. Se tudo tivesse dado certo naquela época, como seria agora? Ainda penso nisso, ainda carrego muito de você aqui dentro, sério. Era pra ser lindo, eu sabia que se fosse, seria lindo. E mesmo passando algum tempo, saiba que eu não mediria esforços pra te ter por perto (…)"

— gabx.

"Ele tem outra! Cheguei, joguei a bolsa no chão e descobri que ele tem outra. Me ligaram pra contar, contar que agora ele pertence à alguém. Agora ele tem alguém pra escutar as suas histórias idiotas. Posto que antes era meu. Sim, meu. Eu! Onde eu entro nessa? Ou onde eu saio? Como eu saio? Quando eu sai assim da sua vida? Sem um aviso prévio, sem uma despedida, sem uma pista que você procurava alguém enquanto eu escutava suas histórias idiotas, e aguentava toda a sua babaquice e sua mania de fazer todo mundo gostar de você. Por que me deixou afundar? Eu era um adorno? Sentia que eu era bem mais. Por isso senti muito, muita coisa por você. E olha agora, eu continuo sentindo e você provavelmente ria muito da minha cara quando chegava em casa. Infelizmente não soube lidar com isso, achei que era amor da sua parte, mas não era, não foi e eu não saquei. Nunca sei lidar. Não sei. Não sei pentear o cabelo, não sei abotoar o jaleco, não sei me sentir bonita, você que me fazia sentir bonita. Tá, eu sei que eu me sinto como se eu fosse dependente química desse teu jeito todo errado de ser, e tudo o que eu construí foi por água abaixo. Você me deixou a Deus dará. Como eu vou reagir a tudo isso? Preciso urgentemente de vinhos, vinhos e cigarros. Ah e uma passagem só de ida pra lua (…)"

"Paris, outono de 73
Estou no nosso bar mais uma vez
E escrevo pra dizer
Que é a mesma taça e a mesma luz
Brilhando no champanhe em vários tons azuis
No espelho em frente eu sou mais um freguês
Um homem que já foi feliz, talvez
E vejo que em seu rosto correm lágrimas de dor
Saudades, certamente, de algum grande amor"

Vinicius de Moraes, A carta que não foi mandada.